sexta-feira, 17 de outubro de 2014

A maior prova de amor...

                  
A maior prova de amor…
                  
Não ser perfeito devia ser a condição básica para não nos aventurarmos nos sentimentos.
Mas quem é perfeito? Quem pode dizer que nunca errou?
Eu não sou um poço de virtudes, não sou belo, nem tão pouco príncipe perfeito…
Bem após esta pequena introdução sinto-me, ou começo a sentir-me capaz de falar. Sei que é errado abdicar do que amamos, que não é certo não lutar pelo que queremos. Mas que se pode fazer quando a vontade do outro não é a mesma que a nossa?
E agora dizem: - e o tempo investido? E as expectativas? Os sonhos? As promessas?

Eu não sei bem como responder a isso, aliás a dor que sinto, que me corrói a alma não me deixa tão pouco pensar correctamente… Mas sei que se foi embora é porque não era feliz… O seu sorriso perante mim, já não é o mesmo… Já não sou capaz de lhe dar a felicidade que tanto quer… Então que me resta?
Qual a maior prova de amor? Há muito e muito tempo que sigo uma regra:

Deixar partir quem amamos, sem imposições, sem mágoa, sem repressão… é a maior prova de amor que posso dar.

Talvez seja apenas estúpido, quem sabe sou…
Talvez não tenha coragem para lutar… quem sabe também…

Não nego que me sinto a morrer, cada letra que aqui escrevo é um pedaço de alma que morre, é uma lágrima que cai…

Mas não consigo evitar isso… serei um cobarde? Talvez…


MAS PARA VER O SORRISO A BRILHAR SOU CAPAZ DE TUDO…

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Adeus


Já gastámos as palavras pela rua, meu amor,
e o que nos ficou não chega
para afastar o frio de quatro paredes.
Gastámos tudo menos o silêncio.
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,
gastámos as mão à força de as apertarmos,
gastámos o relógio e as pedras das esquinas
em esperas inúteis.

Meto as mãos nas algibeiras
e não encontro nada.
Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro!
Era como se todas as coisas fossem minhas:
quanto mais te dava mais tinha para te dar.

Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes!
e eu acreditava.
Acreditava,
porque ao teu lado
todas as coisas eram possíveis.
Mas isso era no tempo dos segredos,
no tempo em que o teu corpo era um aquário,
no tempo em que os meus olhos
eram peixes verdes.
Hoje são apenas os meus olhos.
É pouco, mas é verdade,
uns olhos como todos os outros.

Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor...,
já se não passa absolutamente nada.
E no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certeza
de que todas as coisas estremeciam
só de murmurar o teu nome
no silêncio do meu coração.
Não temos já nada para dar.
Dentro de ti
não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.

Adeus.

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Comissão Europeia

Mas afinal temos uma comissão Europeia para defender os Europeu ou o interesse dos mercados?


Ora aqui está uma nova comissão que colocou a mão na massa, apesar de ser uma comissão muito mais política que a anterior, não deixa de ser incrivelmente má e representativa do que é a União Podre que vivemos.
Portugal como membro “pagante”, não pode sujeitar o seu povo a tudo que estes tipos nos dizem… Mas isso é outra história. Voltando a Comissão, temos uma comissão que reflete o que se passou em cada país, temos representantes dos castradores Europeus dignos de Óscares ou emmy
Ora vejamos, Portugal teve o Governo que mais cortou na investigação e no ensino superior e agora colocam a anedota do Moedas para coordenar a pasta?
Jonathan Hill, o lobista dos mercados fica com os mercados financeiros?
Miguel Arias Canete, as luvas do petróleo fica com a energia?


Mas afinal temos uma comissão Europeia para defender os Europeu ou o interesse dos mercados?