domingo, 12 de dezembro de 2010

Que procuras em mim?....


Pois vê só quão pouca consideração tens por mim: estás querendo tocar-me, como instrumento, conhecer os meus registros, do mais alto ao mais baixo. Há muita música boa; aqui dentro, e mesmo assim não sabes como tirá-la deste pequeno órgão. Estás pensando, por Deus, que eu seja mais fácil de ser manuseado que um pífaro? Podes dedilhar-me á vontade, não tirarás nota alguma de mim! - Hamlet, lll ato, cena 2.

William Shakespeare


quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Pensamento...


"O meu passado é tudo quanto não consegui ser. Nem as sensações de momentos idos me são saudosas: o que se sente exige o momento; passado este, há um virar de página e a história continua, mas não o texto. "

Fernando Pessoa

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Onde está um português, jamais estou sozinho...

Tive uns dias de loucos esta passada semana. Mas dentro de todo o azar, e de todos os imprevistos, conheci uma realidade que muito sinceramente nunca pensei ser assim.

Estou a falar dos nossos Emigrantes, devido a problemas técnicos no “Céu”, que é gerido pelo S. Pedro, fiquei retido em França, e tive o prazer de rever velhos amigos e conhecer gente nova.

E fiquei muito surpreendido com o que vi e senti, e não me refiro a cidade, mas sim ao calor humano, que os portugueses e em especial os portugueses Emigrantes têm.

Desde o primeiro minuto ao último senti-me bem, senti-me como se tivesse em Portugal, junto com todos os que gosto.

Dos amigos estamos sempre a espera de sermos bem recebidos, de ter sempre a espera um abraço e um bom copo do nosso vinho, mas dos estranhos nunca sabemos o que esperar… O que esperamos?

Fui muito bem recebido pelos amigos, muito mesmo… Fiquei a sentir um bocadinho o que é estar longe, o que é sentir saudades de verdade. Mas o que me deixou realmente feliz, e com vontade de gritar aos sete ventos que os portugueses são os melhores do mundo, e acreditar no nosso povo, foi a maneira como fui recebido por pessoas que nunca tinha visto.

Acho que descobri de novo o valor do nosso povo, a nossa alma nobre; de povo de carácter, solidário, e mais que tudo com uma capacidade de saber receber e acarinhar.

Meus amigos, tenho a certeza que mais nenhum povo sente com a intensidade que nós sentimos.

Pois bem, no meio de todo o azar, acho que valeu a pena tudo isto ter acontecido, para definitivamente voltar a acreditar, e voltar a sentir o pulsar dentro de mim, que vale a pena lutar sempre pelos portugueses.

Porque meus amigos: onde está um português, jamais estou sozinho…

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Valor das coisas...


"O valor das coisas não está no tempo em que elas duram,

mas na intensidade com que acontecem

Por isso existem momentos inesquecíveis,

coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis"

Fernando Pessoa

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Ouvir e Saber ouvir.

Deixou aqui um texto que publiquei em -http://olhamosemfrente.blogspot.com/

Conseguir ouvir os outros, ouvir aqueles que não pensam como nós, pessoas que emitem opiniões de que discordamos, é qualidade do verdadeiro democrata.

Todas as pessoas têm o direito de se expressar, mesmo que não defendam muitas das nossas posições, têm todo o direito de dizer sim ou não, concordar ou discordar.

É que anda por aí muita gente por esse mundo fora, que pensa que só o que eles pensam é que é verdade e que nada, absolutamente nada se lhe pode opor. Ninguém pode discordar deles, porque só eles são os únicos detentores da verdade.

E maravilhoso ver como se enfurecem quando alguém os contradiz ou deles discorda. Detentores exclusivos da verdade, assim o pensam, ei-los a utilizar toda a lábia de que dispõem para fazer vingar a “sua verdade”.

A maior parte das vezes usam argumentos sem consistência, sem sinceridade e o que é pior sem verdade. Fazem habilidades, e maroscas para que seja sua a “Verdade”.

A consciência saiu de moda, tal como os valores, nada mais interessa a não ser levar avante as “Verdades”. Existe simplesmente o interesse, o valor da nação, do distrito, do concelho, nada interessa.

Os valores, os ideais, a moral, deixou de ter valor? Será que ninguém sente na pele os malefícios do que está a acontecer? Onde está a coragem de mudar? Fica a pergunta.

domingo, 14 de novembro de 2010

TENHO OS MEUS OLHOS CANSADOS

Outra noite, e simplesmente o mesmo…

Continuo hipnotizado, tentando encontrar os sinais…

Mais uma noite, aqui sozinho…

Tanto sonho, tanta lágrima… Tanta solidão… Só quero encontrar a minha razão.

Custa dar voltas e voltas, e tudo voltar a ser como era. Sentimentos que partem, que voltam… Que fazem a lágrima cair, que arrancam a pouca alma que resta.

Tenho os meus olhos cansados, de tanto tentarem olhar… De tanto quererem ver…

E eu sei que não iram ver, não vou chegar, não vão desistir…

Vem, deixa-me ver… deixa-me desistir… Simplesmente guardar…

Tenho os meus olhos cansados…