sábado, 13 de novembro de 2010

EM SILÊNCIO


Em silêncio... a noite escoa

O silêncio do mar esvazia...

Sai pela rua ruidosa...

Onde o silencio da minha alma

Elevou pelo ar o ruido

O ruido do silêncio da alma.

A noite em silêncio deixou-me só

Pois, só... triste e só

A chuva cai...

que noite...

quebra o silêncio...

o silêncio da minha alma...

a noite passa para o dia...

mudamos, melhor mudei...

Nasceu... nasceu o dia...

Em silêncio, nasceu

E agora minha alma...

Deixou o ruido do silêncio...

E voou...

Ricardo santos

24/11/04

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

E BUM…


Não há dúvida de que é inútil e nefasto lamentarmo-nos perante o mundo, não vale mesmo a pena…

Será que vale a pena a lamentação para nós próprios.

Para que, o lamento para nós próprios, para podermos ter piedade de nós próprios? Não vale a pena… A piedade é um corrosivo da alma.

O lamento de espírito pode fazer de nós exangues e fazer lamentar a nossa própria existência.

Resta apenas uma coisa a fazer, aproveitar as fraquezas, o nosso amolecido, para fortalecer a nossa energia interior. Retirar experiências, verdades da vida.

Tratar a vida de forma a parecer um filme, onde podemos fazer tudo o que nos vem na alma, e quem sabe, ficarmos perplexos, com a nossa própria força…

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Os jovens e a política...

Neste momento é frequente ouvir da boca de muitos jovens frases como: "A política é chata!", ou "Isso é um desperdício de tempo!",ou "Não vai adiantar nada!", entre outras que penso que em nada dignificam os jovens, colocando-os mesmo a jeito de ouvir certas e determinadas coisas.

Assim sendo, será que os jovens perderam interesse pela vida associativa? A resposta, é certamente um sim, muitos dos jovens actuais preferem optar por estar longe da vida política do seu país, ficando centrados no seu próprio "umbigo". Tal deve-se ao facto dos partidos políticos não irem ao encontro dos interesses dos jovens. Além disso, com o crescente individualismo que a sociedade actual está a causar nas gerações actuais e vindouras é previsível que tal situação se vá agravar ainda mais.

Mas é muito mau, uma vez que nós, os jovens, somos aqueles vão ter de governar o país no futuro... Além disso, criticar a sociedade, as políticas actuais é simples, mas, o que se pede é que se vá mais além, que participem, não é preciso filiação em partidos, basta apenas ser cidadão, algo que me atrevo a dizer que 90% dos jovens não sabem o que quer dizer.

O mais importante do exercício da nossa cidadania é que se manifestem e que de alguma forma contribuam para mudar aquilo que está mal.

Espero que este meu pequeno texto desperte a atenção dos jovens, e que sirva de estímulo a que, mais jovens, sejam acima de tudo cidadãos.

domingo, 7 de novembro de 2010

Contrariedades- Cesário Verde

Eu hoje estou cruel, frenético, exigente;
Nem posso tolerar os livros mais bizarros.
Incrível! Já fumei três maços de cigarros
Consecutivamente.

Dói-me a cabeça. Abafo uns desesperos mudos:
Tanta depravação nos usos, nos costumes!
Amo, insensatamente, os ácidos, os gumes
E os ângulos agudos.

Sentei-me à secretária. Ali defronte mora
Uma infeliz, sem peito, os dois pulmões doentes;
Sofre de faltas de ar, morreram-lhe os parentes
E engoma para fora.

Pobre esqueleto branco entre as nevadas roupas!
Tão lívida! O doutor deixou-a. Mortifica.
Lidando sempre! E deve a conta na botica!
Mal ganha para sopas...

O obstáculo estimula, torna-nos perversos;
Agora sinto-me eu cheio de raivas frias,
Por causa dum jornal me rejeitar, há dias,
Um folhetim de versos.

Que mau humor! Rasguei uma epopéia morta
No fundo da gaveta. O que produz o estudo?
Mais duma redação, das que elogiam tudo,
Me tem fechado a porta.

A crítica segundo o método de Taine
Ignoram-na. Juntei numa fogueira imensa
Muitíssimos papéis inéditos. A imprensa
Vale um desdém solene.

Com raras exceções merece-me o epigrama.
Deu meia-noite; e em paz pela calçada abaixo,
Soluça um sol-e-dó. Chuvisca. O populacho
Diverte-se na lama.

Eu nunca dediquei poemas às fortunas,
Mas sim, por deferência, a amigos ou a artistas.
Independente! Só por isso os jornalistas
Me negam as colunas.

Receiam que o assinante ingênuo os abandone,
Se forem publicar tais coisas, tais autores.
Arte? Não lhes convêm, visto que os seus leitores
Deliram por Zaccone.

Um prosador qualquer desfruta fama honrosa,
Obtém dinheiro, arranja a sua coterie;
E a mim, não há questão que mais me contrarie
Do que escrever em prosa.

A adulação repugna aos sentimentos finos;
Eu raramente falo aos nossos literatos,
E apuro-me em lançar originais e exatos,
Os meus alexandrinos...

E a tísica? Fechada, e com o ferro aceso!
Ignora que a asfixia a combustão das brasas,
Não foge do estendal que lhe umedece as casas,
E fina-se ao desprezo!

Mantém-se a chá e pão! Antes entrar na cova.
Esvai-se; e todavia, à tarde, fracamente,
Oiço-a cantarolar uma canção plangente
Duma opereta nova!

Perfeitamente. Vou findar sem azedume.
Quem sabe se depois, eu rico e noutros climas,
Conseguirei reler essas antigas rimas,
Impressas em volume?

Nas letras eu conheço um campo de manobras;
Emprega-se a réclame, a intriga, o anúncio, a blague,
E esta poesia pede um editor que pague
Todas as minhas obras

E estou melhor; passou-me a cólera. E a vizinha?
A pobre engomadeira ir-se-á deitar sem ceia?
Vejo-lhe luz no quarto. Inda trabalha. É feia...
Que mundo! Coitadinha!

Cesário Verde, in 'O Livro de Cesário Verde'

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Moeda de Passagem

“A marca de sua ignorância é a profundidade da sua crença na injustiça e na tragédia. O que a lagarta chama de fim de mundo, o mestre chama de borboleta.”

Gostei muito do pensamento “O que a lagarta chama de fim do mundo, o mestre chama de borboleta”. É pena que nem todos conseguimos ver a borboleta. Eu tenho momentos que sou mais lagarta que mestre.

Gostava muito de ter a capacidade de ver o lado bom de tudo, e ao fim de cada etapa sentir que não é o fim mas sim o princípio.

É tanta a mistura, tanta sombra… tanta neblina, que sinto que estou as portas, só falta um passo para passar, mas na hora da verdade… Não tenho a moeda da passagem.

“Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos.”

Fernando Pessoa

IGNORÂNCIA


A marca de sua ignorância é a profundidade da sua crença na injustiça e na tragédia. O que a lagarta chama de fim de mundo, o mestre chama de borboleta.
(Richard Bach)

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Momentos Passados

A nostalgia dos momentos passados, a saudade que aperta ;), a tristeza que fica, bons anos, se foram ;) mas tenho a esperança que muitas das situações se voltem a repetir. Para bem de todos, pois a amizade, o carinho, a ternura, faz sempre falta…

Deixo aqui o link para verem alguns dos momentos passados ;).

Abraço

http://www.facebook.com/album.php?aid=41266&id=100000589441151