quinta-feira, 28 de junho de 2012

Algo Estranho Acontece...


O nosso amor chega sempre ao fim
Tu velhinha com o teu ar ruim
E eu velhinho a sair porta fora
Mas de amanhã algo estranho acontece
Tu gaiata vens da catequese
E eu gaiato a correr da escola
Mesmo evitando tudo se repete
O encontrão, a queda, e a dor no pé que
O teu sorriso sempre me consola

No nosso amor tudo continua
O primeiro beijo e a luz da lua
O casamento e o sol de janeiro
Vem a joana, a clara e o martim
Surge a pituxa, a laica e o bobi
E uma ruga a espreitar ao espelho
Com a artrite, a hérnia e a muleta
Tu confundes o nome da neta
E eu não sei onde pus o dinheiro

O nosso amor chega sempre aqui
Ao instante de eu olhar pra ti
Com ar de cordeirinho penitente
Mas nem te lembras bem o que é que eu fiz
E eu com isto também me esqueci
Mas contigo sinto-me contente
Penduro o sobretudo no cabide
Visto o pijama e junto-me a ti de
Sorriso meigo e atrevidamente

Ao teu pé frio, encosto o meu quentinho
E adormecendo lá digo baixinho
Eu vivia tudo novamente


António Zambujo


quinta-feira, 21 de junho de 2012

A justiça cada vez mais longe

Marcelo Rebelo de Sousa afirmou  em Espinho que a ministra Paula Teixeira da Cruz tem «um berbicacho grande» para resolver no que se refere a facilitar o acesso de «pobres e remediados-menos» à Justiça."

Claro que professor Marcelo equivocou-se ou quis ser simpático com a ministra. Pois, na verdade, desde que ela tomou posse, as custas judiciais não têm parado de aumentar. Aumentou o preparo inicial, aumentaram os custos de certidões e actos avulsos, passou a ser sujeito a custas actos que antes o não eram, como é exemplo a reclamação contra o não recebimento de recurso, etc, etc....

A isto, acrescem os impedimentos e dificuldades que criou ao acesso à justiça, designadamente, a restrição na obtenção do apoio judiciário ou a desjusticialização de actos embrionáriamente litigiosos, como os divórcios e inventários, ou o "lavar as mãos que nem Pilatos" ao desastre em que se tornaram as execuções.... tudo vale para baixar as pendências para estrangeiro ver.

Razão pela qual Paula Teixeira da Cruz pode ser Ministra...

Razão pela qual Paula Teixeira da Cruz pode ser Ministra...

O vocábulo "maestro" vem do latim "magister" e este, por sua vez, do adjectivo "magis" que significa "mais" ou "mais que".

Na antiga Roma o "magister" era o que estava acima dos restantes, pelos seus conhecimentos e habilitações!

Já o vocábulo "ministro" vem do latim "minister" e este, por sua vez, do adjectivo "minus" que significa "menos" ou "menos que".

Na antiga Roma o "minister" era o servente ou o subordinado que apenas tinha habilidades ou era jeitoso.

Como se vê, o latim explica a razão porque qualquer uma pode ser ministra...

segunda-feira, 18 de junho de 2012

A diferença... O verdadeiro Melhor do Mundo



Para que todos percebam a diferença entre o melhor do mundo… e uns e outros que andam por ai…
“O Jogador não desiludiu ninguém: deixou os defesas para trás como sempre, e depois fez o gesto de sempre e chutou com a força de sempre. Estava lá dentro, e o Clube seria campeão da Europa pela terceira vez. Era impossível que o guarda-redes apanhasse aquela bola. E, no entanto, apanhou-a.
Quando percebe que o guarda-redes lhe tira a oportunidade de fazer o golo decisivo nos últimos minutos da final da Taça dos Campeões Europeus, qual é a reacção de um jogador? Grita? Pragueja? Chora? Insulta o adversário? Insulta a bola? Insulta-se a si mesmo? Provavelmente, faz tudo isso e ainda arranca cabelos. O que fez o jogador? Foi ter com o guarda-redes e cumprimentou-o. E depois aplaudiu a defesa. O Jogador era aquilo tudo que toda a gente admira: Os golos do meio campo, as arrancadas a deixarem todos para trás, a força sobre-humana, a velocidade incrível. Mas era também aquele cumprimento e aquele aplauso a um simples humano que se tinha transcendido a ponto de o conseguir parar. De entre todos os deuses que a Humanidade inventou, desde o início dos tempos, não sei se haverá muitos que reúnam tantas qualidades como o o Jogador.

Alguém percebeu a diferença…?


Eu ajudo, em vez de jogador coloquem Eusébio…
Este sim, um verdadeiro melhor do mundo... e mais não digo pois posso feriu os mais sensíveis...

sábado, 16 de junho de 2012

Lembrança de Sonhos de Espuma...


 ECO

O eco sem fundo da musa vem,
Pulsa no peito...
Bate, num ritmo perfeito...
Criando o sonho vivido,
Reflete o pequeno mundo,
Mundo onde o eco, não volta...
Eco que se perde, no fundo do peito

Fim de Semana - Ninguem Merece


quarta-feira, 13 de junho de 2012

segunda-feira, 11 de junho de 2012

João Só e Abandonados - Sorte Grande (com Lúcia Moniz)

Mais palavras para que…


10 de Junho, Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.
Tinha refletido muito sobre este dia, e pensei em escrever um texto sobre o tema, mas após ouvir o discurso do Presidente da Comissão Organizadora das Comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, Prof. Doutor António Sampaio da Nóvoa, tudo o que pensei se tornou fraco com discurso de tal qualidade.
Subscrevo tudo no magnífico discurso do Prof. Doutor Sampaio da Nóvoa, só tenho pena de o Senhor Primeiro Ministro Miguel Relvas, perdão Passos Coelho, não tenha a humildade e capacidade para entender tão brilhante declaração.
Conhecendo as minhas limitações, e sabendo que não conseguiria fazer melhor… Deixo as palavras ditas pelo Prof. Doutor António Nóvoa.

“As palavras não mudam a realidade. Mas ajudam-nos a pensar, a conversar, a tomar consciência. E a consciência, essa sim, pode mudar a realidade.
As minhas primeiras palavras são, por inteiro, para os portugueses que vivem situações de dificuldade e de pobreza, de desemprego, que vivem hoje pior do que viviam ontem.
É neles que penso neste 10 de Junho.
A regra de ouro de qualquer contrato social é a defesa dos mais desprotegidos. Penso nos outros, logo existo (José Gomes Ferreira). É o compromisso com os outros, com o bem de todos, que nos torna humanos.
Portugal conseguiu sair de um longo ciclo de pobreza, marcado pelo atraso e pela sobrevivência. Quando pensávamos que este passado não voltaria mais, eis que a pobreza regressa, agora, sem as redes das sociedades tradicionais.
Começa a haver demasiados “portugais” dentro de Portugal. Começa a haver demasiadas desigualdades. E uma sociedade fragmentada é facilmente vencida pelo medo e pela radicalização.
Façamos um armistício connosco, e com o país. Mas não façamos, uma vez mais, o erro de pensar que a tempestade é passageira e que logo virá a bonança. Não virá. Tudo está a mudar à nossa volta. E nós também.
Afinal, a História ainda não tinha acabado. Precisamos de ideias novas que nos deem um horizonte de futuro. Precisamos de alternativas. Há sempre alternativas.
A arrogância do pensamento inevitável é o contrário da liberdade. E nestes estranhos dias, duros e difíceis, podemos prescindir de tudo, mas não podemos prescindir nem da Liberdade nem do Futuro.
O futuro, Minhas Senhoras e Meus Senhores, está no reforço da sociedade e na valorização do conhecimento, está numa sociedade que se organiza com base no conhecimento.
Há a liberdade de falar e há a liberdade de viver, mas esta só existe quando se dá às pessoas a sua irreversível dignidade social (Miguel Torga).
Gostaria de recordar o célebre discurso de Franklin D. Roosevelt, proferido num tempo ainda mais difícil do que o nosso, em 1941. A democracia funda-se em coisas básicas e simples: igualdade de oportunidades; emprego para os que podem trabalhar; segurança para os que dela necessitam; fim dos privilégios para poucos; preservação das liberdades para todos.
Numa situação de guerra, Roosevelt sabia que os sacrifícios têm de basear-se numa forte consciência do social, do interesse coletivo, uma consciência que fomos perdendo na vertigem do económico; pior ainda, que fomos perdendo para interesses e grupos, sem controlo, que concentram a riqueza no mundo e tomam decisões à margem de qualquer princípio ético ou democrático. É uma “realidade inaceitável”.
Em mar de águas revoltas, é preciso manter o rumo, ter a sabedoria de separar o acessório do fundamental. A Europa não é uma opção, é a nossa condição. Uma Europa com uma nova divisa: liberdade, diversidade, solidariedade.
A Europa é o nosso futuro, mas não nos iludamos. Ou nos salvamos a nós, ou ninguém nos salva (Manuel Laranjeira). Falemos, pois, de Portugal e dos portugueses.
Pelo Tejo fomos para o mundo… mas quantas vezes estivemos ausentes dentro de nós? Preferimos a Índia remota, incerta, além dos mares, ao bocado de terra em que nascemos (Teixeira de Pascoaes).
A Terra ou o Mar? Portugal ou o Mundo? A pergunta foi feita por todos aqueles que pensaram Portugal.
No final do século XIX, um homem da Geração de 70, Alberto Sampaio, explica que as nossas faculdades se atrofiaram para tudo que não fosse viajar e mercadejar. Nunca nos preocupámos com a agricultura, nem com a indústria, nem com a ciência, nem com as belas-artes. As riquezas que fomos tendo “mal aportavam, escoavam-se rapidamente, porque faltava uma indústria que as fixasse”, e o património da comunidade, esse, “em vez de enriquecer, empobrecia”.
Nos momentos de prosperidade não tratámos das duas questões fundamentais: o trabalho e o ensino. Nos momentos de crise é tarde: fundas economias na administração aumentariam os desempregados, e para a reorganização do trabalho falta o capital; falta o tempo, porque a fome bate à porta do pobre. Então a emigração é o único expediente: silenciosa e resignadamente cada um vai partindo, sem talvez uma palavra de amargura.
Este texto foi escrito há 120 anos. O meu discurso poderia acabar aqui. Em silêncio.”

O filho de um deus menor


domingo, 10 de junho de 2012

10 de Junho

 "A democracia funda-se em coisas básicas e simples: igualdade de oportunidades; emprego para os que podem trabalhar; segurança para os que dela necessitam; fim dos privilégios para poucos; preservação das liberdades para todos."

Luís de Camões


O fraco rei faz fraca a forte gente.

Luís de Camões



quinta-feira, 7 de junho de 2012

69


beber cerveja engorda?

É habitual associar-se o consumo excessivo de cerveja com situações de obesidade, nomeadamente o aparecimento de uma barriga dilatada. Se é verdade que beber cerveja em grandes quantidades pode ajudar à distenção dos músculos da barriga, não o é menos dizer-se que isso também se deve ao facto dos grandes consumidores de cerveja serem, em geral, pessoas com um estilo de vida menos saudável. A realidade é que beber cerveja não engorda, desde que o seu consumo seja parte integrante de uma dieta equilibrada e se faça com moderação às refeições . Como é facilmente constatável, para uma quantidade idêntica de cerveja, um iogurte de fruta, um copo de leite ou um sumo de maçã têm muitas mais quilocalorias, sendo, esses sim, produtos que podem contribuir para um aumento da massa corporal, independentemente de também serem produtos saudáveis e essenciais ao nosso bem-estar.
Recentemente, realizou-se um estudo em Espanha que mostrou que os bebedores regulares de cerveja não ganham, obrigatoriamente, peso. De facto, o consumo moderado de cerveja significou 4% das calorias totais das dietas dos homens e 3% das das mulheres. O estudo evidenciou ainda que quem bebe cerveja com moderação tem uma dieta de maior qualidade nutricional que os não consumidores, uma vez que ingerem uma maior quantidade de ácido fólico e outras vitaminas do grupo B, essenciais para a prevenção de certas enfermidades e para garantir uma correcta alimentação. Também em Portugal se fizeram várias pesquisas para aquilatar das qualidades da cerveja. Na busca do equilíbrio cervejeiro, o Dr. Manuel Rocha de Melo, da Faculdade de Ciências da Alimentação e Nutrição da Universidade do Porto, debruçou-se sobre as propriedades nutricionais da cerveja e concluiu que contém vitaminas do complexo B, polifenóis, fibra solúvel, minerais e álcool, frequentemente esquecidos pela dieta ocidental, que exercem benefícios na prevenção de várias doenças. Para além disso, o facto de ser pobre em lípidos e açúcares, leva-o a concluir que esta bebida pode ser, se (e apenas se) consumida de forma moderada, integrada numa dieta saudável. Conheça, pois, a composição desta refrescante poção:
1 - 93% de água. Os adultos necessitam de mais de dois litros de água por dia. Comparada com outras bebidas alcoólicas, a cerveja combate melhor a sede pelo seu alto conteúdo de água, que compensa os efeitos desidratantes do álcool.

2 - Álcool (etanol) 3,4%-9%. Se for ingerido em doses moderadas, o álcool contribui para evitar a acumulação de gordura nas paredes arteriais.

3 - Hidratos de carbono 2% a 3%. Proporciona cerca de 15 g da maior fonte de energia do corpo humano.

4 - Calorias. 33 cl de uma cerveja normal contêm cerca de 150 kilocalorias, menos 60 do que um refrigerante de cola, com a vantagem acrescida de não provocar cáries. Com certeza que 9 em cada 10 dentistas lha recomendariam.

5 - Gorduras. Zero... tinha dúvidas?

6 - Magnésio (48 mg, 12% da DDR*) e silício (6 mg). O consumo de cerveja associa- se a uma maior densidade mineral nos ossos, actuando como factor preventivo face à osteoporose.

7 - Potássio (190 mg, 12% da DDR). Compensa a perda excessiva deste mineral através da urina, importante na prevenção das cãibras musculares.

8 - Vitamina B12 (0,8 mcg, 48% da DDR). Produz serotonina e dopamina, as duas substâncias químicas responsáveis pela sensação de bem-estar.

9 - Vitamina B2 - Riboflavina (8% da DDR). Contribui para o crescimento da pele, do cabelo e das unhas e também actua como cicatrizante.

10 - Vitamina B5 - Ácido Panthoténico (4% da DDR). Sintetiza os lípidos e o açúcar dos alimentos. Essencial para digerir as batatas bravas.

11 - Vitamina B3 - Niacina (6 mcg, 8% da DDR). Ajuda a queimar os hidratos de carbono e as gorduras, e atrasa a formação de cabelos brancos.
* Dose Diária Recomendada

Só vives para isto :P


A mais bela curva do Corpo


quarta-feira, 6 de junho de 2012

MEDO DE AMAR


  1. Medo de te amar tenho,
    Medo de amar a beleza. . .
    Beleza que mente. . .
    Beleza que trai...
    ... Mais que tudo, o ódio,
    A imperfeição que quebra,
    Que endurece a alma...
    A fragilidade da alma,
    O terror de ver no fundo,
    O fundo onde amar é perder ...

sábado, 2 de junho de 2012

Sentimentos...

O que acreditei um dia ser tudo hoje não é nada…
A certeza para mim é uma doce desilusão cortejada pelo passado que não me assombra mais.
"Farah Bucater"

Politico honesto :P